quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014


Está se indo minha mocidade
(soneto)


O espelho reflete a imagem dos meus dias
Que outrora eram tempos de ternuras
Minha face chora nos braços da agrura
Já se foram minhas doces alegrias.

As rugas do destino são os pães da fantasia
A fonte que bebi já não tem mais estrutura
Grandes sonhos passados na ventura...
Não me toques ... não me toques, ó lájea fria.

Espantei-me quando a sombra me amparou
E trouxe consigo os frutos da maldade...
Perturbado já velho como sou...

Afastei-me entre vultos de saudades
Percebendo que tudo demorou
Pois está se indo minha mocidade.

José Antonio Basto
12-02-2014

Um comentário:

  1. Este poema retrata os caminhos de nossa vida rumo à velhice. Pois ninguém epode escapar desse estágio. Boa leitura.

    autor.

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