terça-feira, 19 de agosto de 2014

ÉS TU AINDA


És tu ainda meu amor
A luz da eterna flor
Que enfeita meu jardim
És tu ainda minha vida
Minha paixão, minha querida
Foste feita para mim.




És tu ainda a mulher
Aquela de minha fé
Que juntos vivemos em paz
És tu ainda a musa
Meu amor jamais recusa
Tua sombra me satisfaz.

És tu ainda a menina
Que a luz do mundo ensina
O quanto me dediquei
Sonhos de pura ternura
Arrancos da amargura
Lembra dos versos que te dei?

És tu ainda a canção
Que abala o coração
 Do condenado poeta
És a estrela do oriente
A voraz negra serpente!
Que vem atentar-me -, discreta!

És tu ainda a grandeza
Dona de toda beleza
Da vida tem o sabor!
És tu ainda minha canção
Dona de meu coração
És tu ainda meu amor.

José Antonio Basto

terça-feira, 12 de agosto de 2014

 
Arrancos de um amor frustrado!
(soneto)
 


Hoje a lua está bela, gótica, violenta e em paz,
Com o clima de recordar as ternuras de um grande amor,
Frustração, sonho... pranto, alegria e dessabor –,
Momentos e minutos que ficaram para traz.




Foram tempos de coragem, medo e mais...
Entre as glórias do vinho a saborear,
Afagos de um eterno beijo a degustar!
Tome essa taça de sangue escura e sagaz!

 Sei que vou morrer angustiado e inocente
Por ter-te - como musa em minha louca idade –,
O tempo passou como um vento tão rapidamente,

 Tu devoras minha alma em chamas e tempestades!
Esses versos tristes lerás e cairás doente,
Ao saber que não lutamos por tal felicidade.

José Antonio Basto


sexta-feira, 8 de agosto de 2014

Sombra querida


Visita-me neste sonho
Aos cantos em raros versos
Ó sombra eu te proponho
Esta harpa do regresso.

Lembrarás de tal momento
Em que o voo do destino
Pairou sobre o firmamento
Com esse teu véu divino.

O bandolim do oriente
Toca uma música em fervor
Pois só tua boca ardente
Faz aquecer nosso amor!

Campos e mares trilhei
Em busca dessa paixão
Porque em ti enxerguei
A dona de meu coração.

Venha cá sombra querida,
Venha firme e não chorando!
Mulher de toda minha vida
Saiba que estou te amando.

José Antonio Basto

terça-feira, 5 de agosto de 2014

O tempo é cruel pra nós dois!


o tempo nos faz crescer e diminuir ao mesmo tempo
Em lagos distantes
De trevas instigantes
Ficou esta dor...
Os blues caminhos
De envios espinhos
Deixou-me sozinho
Nas veias do amor!

Um corte em m`alma
Meu pranto em calma
Nos cantos da sorte,
Feliz forasteiro
Valente guerreiro
Sou o tal mensageiro
Do esquife à morte!

Vivemos pensando
Tampouco lutando
Ao destino enfrentar...
Tu sabes senhora,
De tudo de agora
Do que me apavora
Não vens me culpar!

Erraste também –
No fio do além –
Que me consideras,
Viveste pra mim
Em tempos ruins
Nada tem um fim
Te amo, deveras!

José Antonio Basto