segunda-feira, 14 de setembro de 2015

Cerrado do Tocantins

[Tocantins]
O ônibus passava com rapidez
Da janela avistavam-se as copas
Das matas por cima dos carrascos
Sobre a luz do sol que morria
Numa ultima visão da floresta
Os campos de capim-dourado reluzentes
Eram como esteiras de ouro que clamavam
Por um espaço natural assim como antes...
Os gados pastavam nas fazendas -
Podia se avistar aldeias indígenas
Na beira da estrada...
Povos que antes tiravam do cerrado o
Necessário para suas sobrevivências
A natureza que morrera pela mão do homem
A natureza que chorou e continua chorando
Que implora por dias melhores.
Para ultima lembrança do viajante
Ficara o quadro do Rio Tocantins
Com suas águas azuis correndo rumo a Amazônia
E que também não escapara
Do impacto da barragem.

José Antonio Basto
Tocantins, 13 de agosto de 2015

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