domingo, 28 de julho de 2019

Lendo para entender a chapada de forma diferente


O caminheiro depois de muitos dias de viagem pelo leste parava numa humilde choça das paredes de taipa e coberta de palha de babaçú. Se hospedaria ali naquela tijupá para repousar a noite e mais tarde seguir adiante, pois seu dia tinha sido bastante cansativo, percorrera toda aquela densa região de conflitos, acumulando o aprendizado. Era um herói? Talvez, com modéstia – esperava algumas mudanças e reformas que favorecessem os menos favorecidos e desprovidos de direitos. Este é o ofício que escolhera na esperança de novos tempos para colher bons frutos no futuro. Ao se abancar, perguntaria aos anfitriões do lar sobre a questão da terra – a conversa começaria antes do jantar que foi oferecido, pois jamais se dispensaria uma tradicional Iguaria de “galinha caipira com arroz de pequi” a pesar de tudo estava na chapada. A janta saiu com perfeição à luz de lamparina. Satisfeito! Em seguida surgia uma provocação que envolveria a situação fundiária do lugar. Poucos discutem sobre esse assunto que decerto é polêmico desde tempos bem remotos na história das civilizações; respeitava-se o momento – deixando-os à vontade. Mas as respostas supriam as indagações e a “prosa” prosseguira até o fim. O Viajante tirava de seu alforje alguns livros, textos, revistas e jornais velhos – veículos estes que alimentariam o gosto pela leitura e daria uma injeção de ânimo na luta pela posse da terra. Presenteava-os com carinho; recusaram de início, pois não sabiam ler nem escrever – descobrira então, óbvio! Mas respeitosamente aceitaram os presentes e os guardaram num baú seguro, pois dali tiveram a curiosidade de aprender a ler em uma demorada relação com as palavras e com a gramática. Só assim demonstrariam força intelectual e social para destrinchar os processos burocráticos no que diz respeito a defesa do território. Não conheciam o mundo das letras – e nunca leram nada – muito menos pisaram na escola; mas sabiam de cada pé de árvore da chapada – mostravam seus saberes e técnicas no extrativismo repassados de pai para filhos – curavam-se com remédios tirado das plantas medicinais – seus pais lhe ensinaram; não se perderiam nas veredas nem de dia, nem de noite, a energia era a luz da lua e das estrelas. Caçavam, pescavam, lavravam o chão e criavam pequenos animais para a alimentação e reprodução da família, o que detinham de mais valioso. Soletravam “lendo para entender a chapada de forma diferente”, coisas que a escola não ensina, adquiriram o diploma com o tempo. A existência e a convivência ensinaram essa nobre literatura onde uma minoria dar valor. Conversavam ao seu modo com a natureza numa comunhão e comunicação com o espaço em que vivem. Sabiam a hora pelo sol e o tempo de plantar e jogar a semente no período certo através do clima. Viviam Isolados do mundo civilizado e conectados com o meio ambiente. A cartilha era a própria terra, as folhas, os ventos, a enxada, o jacá e as chuvas de inverno. Formaram-se em todas as ciências, receberam prêmios valiosos e repassaram isso para as futuras gerações. Tiveram como mestres o tempo e a paciência que lhes ensinaram a mais bela das lições de vida.

José Antonio Basto
e-mail: bastosandero65@gmail.com    

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Um pedaço de prosa

"O Viajante chegaria à fronteira demarcada pelo rio dos pretos -, entre Urbano Santos e São Benedito, depois de ter percorrido alguns quilômetros pelo sertão das chapadas. O destino? Uma reunião de orientação para os irmãos camponeses. Algo incrível haveria de acontecer naquela história, naquela prosa: de "inspeção à audiência". O sol aparecia por traz da floresta, iluminando  o dia a dia dos lavradores (as) sobre o tempo, aguardavam com ansiedade uma autoridade judicial em suas terras. Mostrariam seus modos de vida, a cultura, a terra, as roças, os animais pastando no campo... A agricultura. Seu território é algo incomum, um sonho desejado para os viventes que vivem e sobrevivem deste pedaço de chão. Tiram tudo de lá, necessitam para viver. O tempo foi passando, as águas do rio descendo... Uma trégua! E mais uma vez a batalha daquele dia fora adiada". [...]
[...] 
José Antonio Basto 

segunda-feira, 24 de junho de 2019

Os tiros estrondavam no sertão!

Em algum lugar na região do baixo parnaíba maranhense
Tiros se atiram e se ouvem no sertão! Constantemente se escuta tiros nas chapadas -, quase não se ver mais, de junho a dezembro os tiros estrondam na floresta! Há muito tempo os sertanejos lutam por algo melhor em suas vidas... Para suas famílias - gente que durante séculos foi massacrada. Mas como lembrar disso? Se o sertão é o canto que ecoa nos infinitos caminhos – o sertão é o meio, o início e o fim de qualquer prosa.
Caçadores atiram para as matas, eles caçam para alimentar suas casas e seus criados, a “subsistência” – talvez não faz tanto mal assim como se pensa porque a cultura dos povos é mais forte do que qualquer empreendimento capitalista. Mas o sertão foi invadido e os tiros que rondavam suas terras não se ouvem mais. O território foi marcado por ferro e fogo, o sangue ainda se espalha por lá. Muitos dias se foram, muitos sonhos também... grandes vitorias saíram das entranhas do coração e da vontade de viver! Mas viver com muita cautela, precisa-se “acreditar”, precisa-se escrever a própria história.
O sertão se esvaziara de seu povo que se fora, retiraram-se com medo da fome e dos fantasmas que lhes assombram... RETIRARAM-SE intoxicados pelo veneno! A terra fora tomada - “grilada” – por tempo indeterminado, a mesma terra dos ancestrais. Agora nem caça, nem peixes, nem roças! Acabara-se tudo! Ainda resta a coragem de lutar. Science alertava no pé do ouvido em seu Monólogo, dizendo: “O homem coletivo sente a necessidade de lutar / O orgulho, a arrogância, a glória / Enche a imaginação de domínio”. A cartilha contara a história. A didática também foi contada, mas em alguns casos de maneira equivocada.
Como imaginar o sertão em seus velhos tempos de outrora; quanto aos tiros disparados, anunciaram então uma nova era. Rendiam-se -, os tiros voavam os ares da liberdade e a fumaça do campo enchia os pensamentos de domínios. Eles rondavam o sertão em busca de direitos, atravessavam valas e grotiões pelo agreste. Rumavam para o leste. Para as outras bandas eles moravam, residiam ali longe de tudo e de todos, quando as estações mudavam de cor os campos abriam seus jardins de flores anunciando um novo tempo que nunca chegara.
Os caminhos do sertão eram os mesmos caminhos estreitos trilhados por rebeldes, eles eram insurretos e adentravam pelas matas – chapada afora. Quando se viaja pelo sertão se ouve muitas coisas, histórias e encantos. Os modos de vida mudaram... Ainda resta tempo para a luta e para os sonhos. O sertão parava ali, os ventos do leste ecoavam junto às florestas que adormeceram e sem poder falar dormiam sem dizer nada; exceto, a angustia dentro de si. Ali se ouvia os tiros que estrondavam no sertão!

José Antonio Basto

segunda-feira, 3 de junho de 2019

URBANO SANTOS: 90 ANOS DE LUTA E HISTÓRIA



"Ponte antiga sobre o Rio Mocambo" - (fonte: IBGE)
“Balaios de ontem e de agora” – “Rio Mocambo de lutas gloriosas.... Com suas águas negras cheias de encantos / Guerra dos Balaios que deu origem a Urbano Santos”... [...]. Nessa próxima (segunda-feira), 10 de junho de 2019, nossa querida e amada cidade - Urbano Santos estará completando “90 anos de Emancipação Política”, (são nove décadas de história). A Balaiada, uma das mais importantes revoltas populares - (insurreição) do Brasil Regencial marcara sua trilha e seu espaço geográfico no nordeste maranhense. Eles se amocambaram, montaram suas trincheiras nas margens do Mocambo, atacavam os legalistas e se escondiam ao mesmo tempo... Escutavam (no Escuta) o tropel (barulho) dos cavalos e som de barcos das tropas do Exercito Provincial. Aportavam em (Porto Velho I) para o desembarque de suprimentos e armas... Andavam pelo Sertão desafiando o sistema, contra a Lei de Recrutamentos, contra a tirania dos latifundiários em busca de liberdade. A Balaiada tem
"Avenida Manoel Inácio" - (fonte: IBGE)
mais e mais páginas nos encontros e desencontros da memória oral, na verdade existira várias Balaiadas. Daí com o fim da guerra em 1841, no ano seguinte começa a surgir o Vilarejo de Mocambinho com pessoas que procuravam refúgio seguro nas beiras do rio, mais adiante Mocambo, depois Vila de Ponte Nova estabelecida pela Lei Provincial nº 1.235, subordinada ao Município de Brejo dos Anapurus, mais tarde em 10 de Junho de 1929 se chamaria definitivamente “Urbano Santos”, em homenagem ao cidadão Urbano Santos da Costa Araújo, este, filho da cidade de Guimarães, em sua carreira foi 
deputado federal de 1897 a 1905, governador em 1913, senador entre 1906 e 1914 e vice-presidente do Brasil entre 1914 e 1918, durante a
"Chagas Araújo" - (Primeiro prefeito da cidade).
presidência de 
Wenceslau Brás. Assumiu interinamente a presidência do Brasil em 1917.
"Visão panorâmica da cidade" - (Imagem da web).
Reeleito para a vice-presidência na chapa de 
Artur Bernardes em 1922, morreu antes de ser empossado. Nossa cidade teve como primeiro prefeito o Dr. Francisco das Chagas Araújo -, filho do influente Coronel de patente José Antonio Araújo. Com o passar do tempo ganhamos uma bandeira e um hino que foi escrito pelo Padre José Antonio de Magalhões Monteiro. Parabéns aos filhos ilustres e a toda sociedade urbano-santense pelos “90 ANOS” e sobretudo pelo rico capítulo escrito no PANTEON DA HISTÓRIA.

Fragmentos: Décimas a Urbano Santos”

“Raios do poente brilham no horizonte
Refletindo a imagem das casas antigas
Folclore e lendas misturam cantigas
Cultura dos povos... letras consoantes
Mergulho nas praças seguindo avante!
Compondo o poema pra esse torrão
Nos versos da vida canto com emoção
Espera-me ó fama na luz da lembrança
Eterna cidade berço da esperança
Receba essa lira com inspiração.
 
"Tradicional casa do Sr. Jaime".
No alto da torre eu ouço a canção
E olho a bandeira já bem hasteada
Crianças correndo em disparada
A juventude lendo a mais bela lição
Todos em coro com o livro nas mãos
Em marcha unida ao futuro enfrentar
Pranto dos olhos escorre ao cantar
Cabelos arrepiam ao som das vozes
Balaios de agora... Guerreiros ferozes
Soldados de hoje! As armas preparar!


Com a túnica de um monge consagro-te na aurora
As tuas relíquias que são pesquisadas
Tesouros perdidos em matas fechadas
Repletos de brilhos que estão na história
Aguardo um retrato que não mais demora
Museu e morada da antiguidade
Os ventos do leste nos deixam saudades
Nas folhas das árvores que sempre balançam
Trabalho... Pessoas que nunca descansam
Entrego-te os versos ó minha cidade”!

José Antonio Basto

segunda-feira, 13 de maio de 2019

A abolição inacabada


Será que a abolição da escravatura de 13 de maio de 1888, resolveu os problemas de milhares de escravos no Brasil? Os movimentos abolicionistas pregavam a liberdade por completa e não apenas pela metade como aconteceu. Nomes como os de Joaquim Nabuco, José de Patrocínio e o poeta Castro Alves foram vultos da história que merecem ser lembrados pela grande contribuição a respeito da liberdade dos negros e negras deste país, além de muitos outros líderes que se doaram à causa da luta contra o mais horrível e hediondo dos sistemas que perseguiu a humanidade, principalmente o povo negro africano.
          Os problemas sociais no Brasil, em especial o da escravidão negra, foram mazelas e feridas que ainda hoje não cicatrizaram e continuam na alma e na lembrança dos afro-brasileiros. Os mais de trezentos anos de cativeiro negro e indígena que perdurou em nosso país – dizimando o continente africano, foi sem dúvida uma das maiores vergonhas machas desta pátria. Uma coisa não é lembrada: os escravos nunca aceitaram a escravidão, fugiam e formavam quilombos, resistiam aos ofícios não fazendo os trabalhos ordenados pelo patrão, quebravam instrumentos de trabalho, as mães num momento desesperador até abordavam seus filhos para não vê-los futuros servos dos senhores brancos, em fim... A luta dos negros foi acirrada: Zumbi foi assassinado, Negro Cosme enforcado em praça pública para assim mostrar o poderio do estado repressor. Mais de 18 milhões de africanos foram deportados da África para o Brasil, a Lei Eusébio de Queirós proibira o tráfico de escravos da África para o Brasil, mas isso também não valeu a pena, porque o tráfico de negros continuou na clandestinidade por um bom tempo.
            O período literário do “Romântico” no Brasil principalmente a terceira fase, (condoreira), foi um dos alicerces para que grupos de intelectuais influenciados principalmente na Revolução Francesa formassem grêmios com o intuito de discutir uma política de apoio aos escravos. Esses grupos deram origem às chamadas “Sociedades Abolicionistas” – essas organizações tinham o objetivo de alforriar escravos, esconder negros fujões das fazendas até que conseguissem achar um quilombo. Uma campanha foi idealizada, mas quando deu certo não foi cumprida porque muitos negros após o 13 de maio de 1888, continuaram sendo escravos do preconceito e da discriminação racial até os dias de hoje. A abolição de 13 de Maio foi inacabada porque a D. Isabel apenas assinara com um traço de pena a Lei Áurea, uma vez que ela nunca realmente lutou por uma bandeira abolicionista. Assinara por pura pressão social. A abolição foi inacabada porque os afro-brasileiros ainda apresentam os maiores índices de analfabetismo, as favelas, guetos e cortiços em suas grandes maiorias são habitados (as) por negros; morre mais jovens negros no Brasil do que jovens brancos; há quem diga é porque são pobres, sim a escravidão negra sempre mostrou essa face criminosa do desamparo, da angústia, desrespeito e pobreza, são pobres e são negros. Uma sociedade com problemas de escravidão não tem como avançar no que diz respeito à economia e o progresso. A História do Brasil é uma história feia, são páginas de opressão e sofrimentos, um sujeito só faz um serviço com gosto se realmente for remunerado, claro que o progresso se estende através do trabalho assalariado. A escravidão negra ainda nos reflete um quadro obscuro e sem escrúpulos, as lutas sociais, a rebeldia dos jovens e os sonhos de um dia ter uma vida melhor, foram as bandeiras que hasteadas para o sol nascente alcançaram a vitória de uma luta que durou mais de três séculos. Essa luta que esteve na imprensa e nas linhas dos poemas calorosos de Castro Alves, anuncia agora com muito otimismo a “A abolição Social” dos negros e negras dos nossos dias atuais. Queremos ouvir o som do berimbau, do atabaque e do agogô... Queremos cantar e brincar em homenagem às flâmulas que conseguiram a abolição mesmo pendente. Abaixo os 131 anos da falsa abolição nesse 13 de maio de 2019, essa luta é de todos nós, o Brasil precisa erradicar urgentemente a escravidão social das páginas de nossa história.  

“Minha alma ainda treme de frio e indignação quando se lembra da chibata que assolou o couro dos meus irmãos cativos.”
(anônimo)
José Antonio Basto
Urbano Santos/MA – 13/05/2019.


terça-feira, 23 de abril de 2019

PESQUISA SOBRE A [BALAIADA] -, "FAZENDA MANGABEIRA BACELAR", ANTIGA FAZENDA SÃO JOSÉ DAS MANGABEIRAS – ZONA RURAL DE URBANO SANTOS-MA.

José Antonio Basto - (poeta e pesquisador).

Uma curiosidade que tem como prova concreta de existência da Balaiada nesta fazenda é um ofício de época do Prefeito do Brejo ao "Vigário da Freguesia Mangabeira", datado de 1839 – que trata da denúncia da fabricação de pólvora caseira no lugar "São José das Mangabeiras". É sem dúvida um veículo da memória viva dos acontecimentos que por ali passaram. Segue na íntegra o referido ofício digitado obedecendo as normas gráficas do original:
 "DOC. Nº 30...
DO PREFEITO DO BREJO
AO: VIGÁRIO DA MESMA FREGUEZIA
Ilmo. E Reverendíssimo Senhor Vigário
Jerônimo Antônio de Proença Ribeiro
Foi-me denunciado que João Pereira Caldas, pessoas da casa de V. S., está na fazenda de V. S., denominada São José das Mangabeiras “fabricando pólvora”; e porque seja esta manufatura expressamente por lei proibida, acrescendo, ainda mais nas atuais circunstancias o ser bastante perigoso, segundo a proximidade em que estão os rebeldes da dita fazenda de V. S., e onde pretendem, segundo as noticias que se tem obtido, estacionarem-se; assim o levo ao seu conhecimento, para sua inteligência, a fim de que se inutilize semelhante fábrica, desonerando-se assim da responsabilidade que, aliás, tem V. S. perante o Governo legal do Senhor D. Pedro II.
De amor e zelo que V. S. tem pela tranquilidade pública, espero a mais rápida providencia.
Deus aguarde a V. S.
Prefeitura da Comarca do Brejo, 30 de dezembro de 1839.
Severino Alves de Carvalho
Prefeito da Comarca".
Tacho de ferro - (antigo engenho de cana de açúcar da fazenda). 
Uma possível fábrica de pólvora não é algo comum nesta região – é algo extraordinário; um tão pouco difícil e quase que inédito; todavia demonstra que nossa história ainda tem muita coisa pra ser descoberta, ainda desconhecida por essas matas e lugarejos.
José Antonio Basto
Poeta e pesquisador popular da Balaiada – Urbano Santos-MA.

quinta-feira, 11 de abril de 2019

A FONTE


I
Fonte linda de se ver

De banhar e de sonhar
De sorrir e ilustrar...
Um poema na memória, 
Resiste aos dias e noites,
Sol, chuva... Tempestades
Parada, fala com os astros -
Em noites de alegria -
Receba minha poesia 
Revivendo tua história.





II
Cantava os pássaros vibrando
No lindo dia raiando 

Na matutina beleza...
Sobre o roncar da magia 
Nas teclas da poesia 
No livro da natureza.
III

As flores rugem na curva 

A pétala vértice recurva
Quando a luz se jogou!
O gaturamo em seu canto
Nos grotiões e recantos
A nobre voz ecoou.
IV
Na lira das alvoradas

Estas águas consagradas 
Sobre a floresta imortal
Rebramando entre as matas
No horizonte desata!
O canto descomunal.

José Antonio Basto
Março - 2019.