segunda-feira, 6 de janeiro de 2014


Boa noite, ó senhora!

I
O meu peito clama por ti
E pede para insistir
Uma chama que me apavora
Soluços da solidão
Apertou meu coração
Boa noite, ó senhora.

II
Lembras do nosso amor?
O que resta agora é dor!
Porque não te tenho mais,
Minha sorte é o futuro
Te amando atravessei muros
Fui desgraçado voraz.

III
Receba meu boa noite
Coberto de sangue e açoite
De recordação o estandarte,
Foste a única dos meus sonhos
Em sentimentos medonhos
A musa de minha arte.

IV
Viajei no firmamento
Em pântanos de sofrimentos
Das lágrimas que derramei
Por ti é que venho sofrendo
E ninguém me entendendo
Os dias que eu chorei.

V
Não quero dinheiro nem ouro
Do mundo nenhum tesouro,
Nem o céu, a terra... o mar
Amar-te apenas eu quero
Somente a ti fui sincero...
Mas pode me deixar!

VI
Meu grito ecoa no infinito
Da prata ao cobre... o granito,
As forças do coração –
- Canto pra ti minha amada,
Sombra da luz consagrada
Louco fui -, peço perdão!

VII
Perdoa por não ter lutado
Num duelo de reinado
Minha espada embainhada!
O mundo pode girar,
E tudo enquanto mudar
E o que valeu não valer nada.

VIII
Fique com esta minha lira
Um poema me inspira
Já vou! Retine a espora...
Disparo como um trovão,
Nas rédeas do coração
Boa noite, ó senhora.

 José Antonio Basto
04/01/2014





sexta-feira, 3 de janeiro de 2014


No clarear desta manhã
(soneto)


A lembrança correu em m`alma com alegria
Quando apareceu teu retrato novamente,
A cotovia cantou repetidamente...
E o rouxinol na janela anuncia o novo dia.


Olho para o jardim da janela que recria,
O cenário pecaminoso da maçã que a serpente
Te deu, mas o amor tomou conta de sua mente,
E do meu pensamento a voz... a poesia...


Talvez romântico fui e, sou por pura natureza,
Tu me fizeste assim, ó minha doce amada!
O coração chora nesse drama com pureza,


Em tantas vezes senhora meus versos comparada,
O tempo passa e mais e mais a desgraça da certeza...
No clarear desta manhã ficaste consagrada.


José Antonio Basto
03/01/2013

quarta-feira, 18 de dezembro de 2013


POEMA DO DIA

Acorde esperto e siga avante!
Nas batalhas da vida que se vem,
O mundo é assim... seja perseverante,
Perseverante nas páginas do além.

Atravesse avalanches com felicidade
Com a tocha da alegria nos olhos do passado,
O futuro se aproxima nas veredas da verdade,
E o sonho concretiza-se sempre lado-a-lado.

O coração deve ser forte para o dia-a-dia,
No suor do trabalho válido e orgulhoso,
Receba sempre o prêmio da alegria...
Na leitura do livro simples e vantajoso.

Corre alma veloz com muito otimismo!
Nos campos de batalhas tristes da partida
Tome a flâmula que prega o heroísmo,
E veja o espelho que reflete em suas vidas.


JOSE ANTONIO BASTO
18/12/2013







quarta-feira, 4 de dezembro de 2013


 
Meu quarto solitário pensa em ti


Uma música leve ecoa lentamente
Entre as lâminas do céu nublado e escuro
Flor silvestre, és tu que há séculos procuro
E nada faz por esse miserável demente!

 Louco sou eu amor... amada minha;
Tua chama devorou o meu semblante,
Sofro, porque espero emocionante...
Provar desse sabor, ó minha senhorinha!

 Nada vejo além do vulto de uma aranha morta
Como nosso amor que doente foi assim...
Superando tudo... do fel o gosto ruim,
Quando minha vista cansada bateu em tua porta.

 Minha querida, salve esse condenado
Pena não tenha... tampouco saudades,
Ó, como passou rápido minha mocidade!
E só por ti mulher vivo envenenado.

 De paixão e de tristeza é que agora estou
Transpassado de nostalgia e banzo nesse estado,
 - Procuro teu retrato em meus cuidados -
Nada acho, pois a traça o devorou.

 Vem aquecer-me em sonhos tão real,
Deusa e estrela que clareia os meus sonhos,
És a moça destes versos que proponho...
A mais bela musa de minha lira sentimental.


José Antonio Basto
02/12/2013