quarta-feira, 4 de dezembro de 2013


 
Meu quarto solitário pensa em ti


Uma música leve ecoa lentamente
Entre as lâminas do céu nublado e escuro
Flor silvestre, és tu que há séculos procuro
E nada faz por esse miserável demente!

 Louco sou eu amor... amada minha;
Tua chama devorou o meu semblante,
Sofro, porque espero emocionante...
Provar desse sabor, ó minha senhorinha!

 Nada vejo além do vulto de uma aranha morta
Como nosso amor que doente foi assim...
Superando tudo... do fel o gosto ruim,
Quando minha vista cansada bateu em tua porta.

 Minha querida, salve esse condenado
Pena não tenha... tampouco saudades,
Ó, como passou rápido minha mocidade!
E só por ti mulher vivo envenenado.

 De paixão e de tristeza é que agora estou
Transpassado de nostalgia e banzo nesse estado,
 - Procuro teu retrato em meus cuidados -
Nada acho, pois a traça o devorou.

 Vem aquecer-me em sonhos tão real,
Deusa e estrela que clareia os meus sonhos,
És a moça destes versos que proponho...
A mais bela musa de minha lira sentimental.


José Antonio Basto
02/12/2013

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